China infla a maior cúpula do mundo
para silenciar o caos da construção

SEA | 15 de outubro de 2025

A gestão do ambiente sonoro urbano tem sido um desafio persistente desde as primeiras aglomerações populacionais.

Hoje, a paisagem sonora urbana não é apenas moldada pelo ruído veicular, mas intensificada por fontes dinâmicas como canteiros de obras, que devido à sua proximidade com áreas residenciais ou comerciais exigem soluções de engenharia acústica avançadas.

Tradicionalmente, as estratégias de mitigação se baseiam em barreiras acústicas rígidas e o senso comum frequentemente aponta para o aumento da massa por unidade de área de um elemento construtivo como a solução primária para melhorar seu isolamento acústico. O princípio da lei da massa, onde a perda por transmissão sonora (TL) é proporcional à massa, é fundamental, já que um aumento na impedância acústica (ρc) da barreira reflete mais energia sonora e reduz a transmissão. Contudo, essa abordagem pode ser limitante.

Inovações como os domos infláveis ou “air dome constructions” trazem a importância da gestão de descontinuidades de impedância entre diferentes meios. Ao considerarmos a interface ar membrana do domo e a composição do gás dentro da estrutura, abrimos um leque de possibilidades.

A escolha do material polimérico da membrana (densidade, espessura e rigidez dinâmica) influencia diretamente a impedância superficial. A velocidade de propagação do som (c) e a densidade do gás (ρ) no interior do domo são fatores que influenciam a impedância acústica do meio interno.

Alterar o tipo de gás, ou controlar pressão e temperatura, pode otimizar a atenuação em faixas de frequência específicas.

Além do isolamento por impedância, essas estruturas podem ser projetadas com superfícies internas que promovem a absorção sonora, utilizando materiais porosos ou ressonadores, controlando a reverberação interna e evitando a amplificação de ruído dentro do próprio domo.

Dessa forma, os domos infláveis representam uma solução que integra controle de ruído e poluição do ar, como visto na China.

Essa capacidade de criar um ambiente controlado, encapsulando e gerenciando múltiplas formas de poluição, é um avanço significativo para a sustentabilidade urbana e a saúde pública. E embora à primeira vista o conceito de “aquários para obras” possa parecer incomum, é uma virada de chave nas soluções de proteção contra ruído.

Qual sua perspectiva sobre o futuro da engenharia acústica com inovações como os domos infláveis?

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